Tempestade geomagnética G4 pode gerar auroras intensas até Califórnia e Alabama após ejeção da mancha solar 4341 com chegada prevista em 20 de janeiro

Tempestade geomagnética G4 pode gerar auroras intensas até Califórnia e Alabama após ejeção da mancha solar 4341 com chegada prevista em 20 de janeiro

Explosão X1.9 no Sol liberou um CME rápido que pode provocar auroras em médias latitudes; alerta do Met Office vale de 20 a 21 de janeiro

Uma poderosa erupção solar associada à mancha 4341 gerou ontem à tarde uma flare do tipo X — classificada como X1.9 — que durou horas e provocou, momentaneamente, bloqueio de rádio em comprimentos de onda curtos. A parte mais relevante para observadores e fotógrafos é a ejeção de massa coronal (CME) resultante, que está a caminho da Terra e pode desencadear uma tempestade geomagnética de classe G4, capaz de produzir auroras visíveis em latitudes médias, potencialmente até regiões como Califórnia e Alabama, nos Estados Unidos.

O que se sabe sobre a CME e as previsões

Modelos recentes indicam que a CME é muito rápida. Um modelo divulgado pela NASA sugeriu chegada por volta de 01:00 UTC em 20 de janeiro, enquanto o modelo HUXt estimou impacto por volta de 11:00 UTC no mesmo dia, com velocidade próxima a 1.400 km/s e probabilidade de acerto de 93%. Essas projeções apontam para uma chegada provável durante o período noturno em muitas regiões, aumentando as chances de observação, mas os horários ainda variam entre previsões.

Alerta oficial e significado da classificação G4

O serviço de meteorologia espacial do British Met Office emitiu um watch de tempestade geomagnética G4, válido entre 00:01 UTC de 20 de janeiro e 23:59 UTC de 21 de janeiro. G4 é classificado como “severo” e corresponde a índices Kp de 8 a 9, imediatamente abaixo do extremo G5. Estatisticamente, tempestades G4 ocorrem dezenas de vezes por ciclo solar, mas podem passar despercebidas para fotógrafos se ocorrerem durante o dia.

Incertezas e precauções

Prever chegadas e efeitos de CMEs é complexo: a estrutura do vento solar, a orientação do campo magnético interplanetário e pequenas diferenças de timing podem transformar um evento promissor em fracasso para observadores. Há ainda a possibilidade de CMEs subsequentes menores — o que pode alterar a intensidade ou o timing das auroras. Em resumo: há grande potencial, mas sem garantias.

Dicas para quem quer fotografar auroras

Se pretende caçar auroras, prepare-se: carregue baterias, limpe lentes, leve tripé e cheque o horário de chegada estimado nos próximos 24 horas. Recursos úteis para aprender técnicas e receber alertas incluem guias especializados de fotografia de auroras e serviços de monitoramento de espaço, que emitem avisos de condições geomagnéticas em tempo real.

Com o ciclo solar em declínio, grandes exibições de auroras tendem a ficar mais raras nos próximos anos — por isso, observadores e fotógrafos devem aproveitar oportunidades quando surgirem. Créditos das imagens: foto de cabeçalho por Jeremy Gray; imagens adicionais por NASA.

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