Como o cineasta premiado Bob Poole colocou uma Fujifilm GFX100 II no caminho de elefantes machos e capturou imagens íntimas para o documentário ‘Tusker’
Com técnicas de proteção e equipamento flexível, o diretor mostra a rotina dos grandes touros africanos — uma história pouco contada que estreou no PBS
Bob Poole, cinematógrafo vencedor do Emmy, passou a última década se dedicando a contar a vida dos elefantes — e, em especial, dos touros. Seu novo documentário, ‘Tusker: Brotherhood of Elephants’, estreou no PBS e traz imagens raras de machos idosos, que são cada vez mais escassos nas savanas africanas.
Por que os touros importam
Poole explica que a história dos elefantes machos quase nunca é contada. ‘All across Africa there are elephants, but there are very few places with 50‑year‑old bulls’, observa o cineasta, citando o impacto da caça e do abate por causa do marfim. Os grandes touros têm papel central na reprodução e na dinâmica social, mas são os primeiros a sofrer com a perseguição humana.
A gaiola ‘à prova de elefante’ e as tomadas íntimas
Para conseguir enquadramentos impossíveis com rigs de cinema maiores, Poole utilizou uma Fujifilm GFX100 II com uma lente GF 23mm f/4 R LM WR instalada dentro de uma estrutura de aço soldado — uma espécie de gaiola ‘à prova de elefante’. ‘Nós a deixamos cair em um caminho usado pelos elefantes e obtemos imagens incríveis: quando o pé do elefante entra na frente da câmera e tudo entra em foco, todos os detalhes estão lá’, conta Poole. A solução permitiu capturar a escala e a textura da pele, dentes e pés sem colocar a equipe em risco.
Como a GFX100 II ajudou no timelapse e na pós‑produção
Além das imagens em proximidade, a GFX100 II foi usada extensivamente para timelapses. Os arquivos de 100 megapixels deram à equipe de pós‑produção liberdade para navegar pelo quadro e extrair recortes 4K com alta qualidade. ‘Eu acho que isso vai ser muito poderoso’, diz Poole, ressaltando a vantagem de poder manter a resolução e o detalhe mesmo ao ampliar partes da cena.
Equipamento principal e abordagem de campo
No conjunto de equipamentos, lentes Fujifilm e Fujinon tiveram papel central. Poole usa lentes especializadas como a Fujinon Duvo HK 25‑1000mm f/2.8‑5 (montagem Arri PL) tanto em uma Arri Alexa 35 quanto em outras câmeras Arri — e menciona uma Arri Alexa 55 montada em caminhão para cenas mais distantes e estáveis. Para maior mobilidade e planos grandangulares imersivos, ele recorreu às lentes GF 32‑64mm f/4 R LM WR e GF 500mm f/5.6 R LM OIS WR ao lado da GFX100 II.
Poole também relatou o processo de acostumar os elefantes à presença humana e ao equipamento: no início, as câmeras grandes eram montadas em veículos, mas, conforme os animais ganharam confiança, a equipe adotou kits mais leves e móveis — incluindo o corpo médio‑formato da GFX100 II — para chegar mais perto sem interromper o comportamento natural.
‘Eu tenho essa enorme paixão por elefantes, e isso começou quando eu era jovem’, diz Poole. ‘O verdadeiro prazer é o momento em que você está filmando e tudo está funcionando — é como se o tempo parasse.’ Com soluções de proteção, lentes de longo alcance e sensores de alta resolução, Poole conseguiu transformar esse prazer em imagens que revelam uma faceta pouco vista dos grandes touros africanos.
Image credits: Fujifilm






