Leica pode vender participação majoritária avaliada em €1 bilhão (US$1,2 bi); compradores em potencial já são sondados

Leica pode vender participação majoritária avaliada em €1 bilhão (US$1,2 bi)

Proprietários da histórica fabricante de câmeras avaliam venda após quatro anos seguidos de receita recorde

Os controladores da Leica Camera AG estão considerando a venda de uma participação de controle na marca lendária, segundo reportou a Bloomberg. Fontes familiarizadas com o assunto indicam que a fatia poderia valer cerca de €1 bilhão — aproximadamente US$1,2 bilhão à taxa de câmbio atual — em uma operação que ainda está em fase exploratória.

Motivação e contexto financeiro

A possível movimentação ocorre após quatro anos consecutivos de receita recorde na Leica. No último exercício fiscal, a empresa registrou uma receita ligeiramente abaixo de €600 milhões (cerca de US$700 milhões). Privatizada desde 2012, a Leica não divulga publicamente suas margens de lucro, mas demonstrou crescimento e recuperação significativa desde 2005, quando esteve à beira do colapso antes da entrada da ACM Projektentwicklung GmbH, de Salzburg.

Quem está na linha de frente e quais são os compradores em potencial

As fontes da Bloomberg apontam que Andreas Kaufmann — presidente do conselho de supervisão e figura central na história recente da Leica — e a gestora Blackstone Inc. estariam em discussões com potenciais compradores. Entre os nomes citados como interessados estão HSG (antiga Sequoia Capital China) e a sueca Altor Equity Partners, embora a lista de potenciais licitantes não esteja esgotada.

Atualmente, a ACM Projektentwicklung GmbH detém 55% da Leica Camera AG, enquanto a Blackstone Group possui os 45% restantes. Blackstone já havia cogitado vender sua participação em 2017, sem que um acordo se concretizasse; a gestora adquiriu sua fatia em 2011, em uma operação estimada na época em cerca de US$179 milhões, quando a avaliação da empresa havia alcançado cerca de US$400 milhões, conforme registro jornalístico anterior.

Riscos, próximos passos e posicionamento da Leica

Fontes ressaltam que as conversas estão em estágio inicial e que é inteiramente possível que nenhuma transação ocorra. A Bloomberg também informa que, caso Andreas Kaufmann decida vender, existe a possibilidade de que ele e sua família reinvistam parte dos recursos, mantendo algum grau de envolvimento com a empresa.

A Leica afirmou ao site PetaPixel que não comenta rumores sobre uma possível venda. Enquanto isso, o mercado e observadores da indústria seguem atentos: uma mudança na composição acionária de uma marca icônica como a Leica pode ter implicações para estratégias de produto, posicionamento premium e parcerias globais.

Por ora, permanecem poucas certezas além dos números citados e do histórico recente de crescimento da empresa. Qualquer desdobramento dependerá de negociações adicionais entre vendedores, potenciais compradores e conselheiros financeiros.

Imagem: Leica

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